5 comments on “O Estado-Polícia e a imagem que não está aqui

  1. Agora ninguém fotografou os caras dando pedradas jogando coquetal molotov e rojão em cima deles, a guarda municipal tem por obrigação preservar o bem público que nessa ocasião estava sendo destruido. E pelo visto e isso que pregam a destruição de tudo aquilo que o outro partido fez para falar que não fez nada. E uma politicagem estupida e o lider dos sem tetos mas com casa com piscina e tv em HD nos barracos não foi pro alojamento da prefeitura porque ele do pstu e não do PSDB. Agora na hora do banho dele ele vai pra casa dele no bairro do lado tomar banho e jantar com a familia. E quer voto pra ser vereador ainda.

  2. Luis,

    Procuro entender o seu ódio. Mas é difícil. No entanto, vejo que ele se assenta em agenciamentos que o vinculam a imagens prontas, amplamente veiculadas. Você queria que essa população não defendesse seu território? Principalmente tendo em vista o histórico dessa ocupação? Além disso, o Estado, sabendo disso, poderia ter evitado o confronto se dispusesse de uma efetiva política de moradia. Você faz recortes que alimentam seu ódio: a casa do líder, segundo sua versão etc. Mas que não lhe permitem indignar-se de fato: com o que está acontecendo com aqueles que compõem, hoje, o chamado precariado. Com aqueles que são vítimas da ausência de políticas públicas e de administrações voltadas para a defesa do capital e não da vida.

    Não vou lamentar seu ódio contra essa população que procurou resistir. Ele faz parte do modo como você tem agenciado seus afetos. Se você conseguisse, no entanto, se desvencilhar disso, poderia ser mais efetivo nas críticas que procura fazer.

  3. vem deSou solidario as familias carentes do PINHEIRINHOS,mas fiquem sabendo que +90% dos vandalos não eram moradores do pinheirinhos.PERGUNTO onde estão as fotos dos vandalos quebrando tudo caidu que paus e pedras em cima da guarda civil e pms,onde esta a foto do vagabundo que descarregou uma pistola em cima da gcm?so fotografaram a gcm com arma em punho que é uma reação norma para quem faz segurança.sei o que estou falando pois so gcm e estava la.Digo tambem sou contra a abuso da força mas se vem de paus e pedras temos que reagir somos pais de familias.AS FAMILIAS CARENTES DEIXO MEU TOTAL APOIS DEUS DARA UMA SOLUÇÃO.

  4. Domingos,

    Se entendi bem, você é um Guarda Municipal e atuou como tal na reintegração de posse. Você é um lado da questão, sim. E consigo imaginar sua situação: tendo de cumprir ordens, enfrentando resistências etc. Mas isso é guerra, não? Uma guerra produzida pelo Estado, que deveria proteger os cidadãos. Que deveria ter um projeto de moradia. E que não poderia considerar simplesmente os moradores de Pinheirinhos como “estrangeiros à cidade”, um pessoal que pudesse ser simplesmente descartado, enviado de volta para os lugares de onde vieram etc.

    O problema é justo este: O Estado foi ausente e poderia ter evitado este conflito. Poderia não ter precisado de nada disso. Vocês, guardas, poderiam estar ajudando as pessoas, não? Se há “vândalos”, você há de convir que em meio a 5 ou 6 mil pessoas desesperadas, retiradas à força de suas casas, pode acontecer de tudo. Pense nisso. Coloque-se no lugar dessas pessoas. Imagine-se morando em Pinheirinho.

    Veja na Folha.com a prisão de um coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). Observe a arrogância e a violência dos seus companheiros de farda. A reportagem com o vídeo está aqui: http://bit.ly/xOtQ4k .

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>