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Indícios Flutuantes: Marina Tsvetáieva

“Para meus versos, escritos num repente,

Quando eu nem sabia que era poeta,

Jorrando como pingos de nascente,

Como cintilas de um foguete,

Irrompendo como pequenos diabos,

No santuário, onde há sono e incenso,

Para meus versos de mocidade e morte,

- Versos que ler ninguém pensa! –

Jogados em sebos poeirentos

(Onde ninguém os pega ou pegará)

Para meus versos, como os vinhos raros,

Chegará o seu tempo.”



Maio de 1913
Traduçãp de Aurora Fornoni Bernadini

De uma vez, numa rede social, surgiam postagens discutindo o legado de Joseph Stálin. Coisa sem o menor interesse. Entretanto, solicitei que as pessoas defensoras de Stálin não me seguissem. Esqueci, porém, de dizer o motivo maior: é que eu sigo poetas e demais artistas que ele perseguiu e matou.

Não queria nem mesmo discutir ideologia, posicionamentos, contrapesos etc. Para mim, basta o que dizia Godard: matar um homem para defender uma ideia não é defender uma ideia – é matar um homem.