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Arte e Cultura Políticas culturais

O Teatro de Grupo: uma resposta aos mestres

Imagem: Tomás Rotger

Dois diretores do Teatro Mineiro deram uma entrevista ao jornal O Estado de Minas, que foi intitulada de  “Vozes da Experiência”. O que eles disseram tem a ver exclusivamente com a configuração dos agenciamentos maquínicos pelos quais estão passando. E assim com qualquer artista e ser humano engajado na luta pela criação ou pela produção de si.

Porém, em alguns trechos a entrevista deprecia todo um movimento deflagrado pela produção de Teatro de Grupo. E é justamente aí que a coisa se complica. Os dois diretores, Pedro Paula Cava e J. D’angelo, acabaram gerando uma polêmica. Principalmente porque o outro lado, depreciado pelas críticas, não foi ouvido.

Gustavo Bones, jovem artista e um dos fundadores de um dos mais criativos e aplaudidos (por público e crítica) grupos de teatro de Belo Horizonte, o Espanca, devolveu o troco. A partir das mesmas perguntas feitas pelo jornalista, Gustavo Bones fez outra entrevista, intitulada, não sem um tom de ironia,  de “Resposta aos Mestres”.  Como o texto de Gustavo circulou em email aberto, não sendo obviamente publicado pelo jornal, abrimos o espaço para a sua réplica. Passemos, então,  ao conteúdo da matéria, apresentando no  final desta os link para a entrevista que originou a resposta, incluindo tréplica e outras repercussões.

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Arte e Cultura Geral

Playing for Change: músicos de todo o mundo

O projeto Playing for Change: Peace Throught Music é contagiante. Foi criado pelo engenheiro de som novaiorquino, Mark Johnson, que decidiu viajar pelo mundo e entrar em contato com músicos de rua de vários lugares, gravando uma mesma música. A idéia é a de que a música transcende barreiras e por isso pode promover a paz.  

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Arte e Cultura Geral

Verão Arte Contemporânea: edição 2010

Verão Arte Contemporânea chega com sua edição 2010.  O projeto acontece em Belo Horizonte, em diversos espaços da cidade. Idealizado e realizado por Ione Medeiros e Grupo Oficcina Multimédia, co-produzido pelo Mercado Moderno, o Verão Arte abarca uma série de espetáculos e manifestações artísticas de diferentes naipes. Você encontra desde  espetáculos cênicos, performance e atividades, incluindo ensaios abertos, literatura, música, cinema e artes plásticas. 

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Arte e Cultura Geral Literatura

Um guarda-chuva no caos: D. H. Lawrence

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Imagem: Tomás Rotger

“A poesia, dizem, é uma questão de palavras. E é verdade, tanto quanto a pintura é uma questão de tinta e o afresco, uma questão de água e ocra. Mas isso está tão longe de ser toda a verdade que soa um tanto simplista quando dito secamente.

A poesia é uma questão de palavras. A poesia consiste em combinar palavras para fazê-las ondular e vibrar e colorir. A poesia é um jogo de imagens. A poesia é a iridescente sugestão de um idéia. A poesia é todas essas coisas e, contudo, é algo mais. […]

A qualidade essencial da poesia consiste em que ela exige um esforço renovado da atenção, e que “descobre” um mundo novo no interior do mundo conhecido. O homem, e os animais, e as flores, vivem todos dentro de um caos estranho e permanentemente revolto. Chamamos cosmo ao caos ao qual nos acostumamos. Chamamos consciência – e mente, e também civilização –  ao indizível caos interior de que somos compostos. Mas trata-se, em última instância, do caos, iluminado por visões, ou não iluminado por visões. Exatamente como o arco-íris pode ou não iluminar a tempestade. E, tal como o arco-íris, a visão perece.

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Arte e Cultura Geral Zonas Experimentais [ZnEx]

Perpendicular: intervenção artística no entorno do museu

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O Museu Inimá de Paula (Belo Horizonte) lança o projeto Perpendicular: ações para museu. O projeto consiste na realização de intervenções artísticas no espaço urbano, mais precisamente, nas ruas que cirundam o museu. Segundo nota de divulgação, o evento terá três horas de duração, acontecendo no dia 28 de outubro, quarta-feira, às 19 horas.

Observamos que as diversas instituições se abrem cada vez mais para ações desse tipo, instaurando zonas de experimentação [ZnExs] em arte. O que desejamos é que surja, afinal, uma rede de ações permanentes, com investimentos voltados à sustentabilidade da arte da performance em Belo Horizonte. A iniciativa do Museu Inimá de Paula merece o nosso aplauso. Ao lado de outras ações que não têm caráter institucional, consolida-se uma vocação e uma ocupação criativa da cidade. Rompe-se, desse modo, o círculo do conservadorismo. Habitar a cidade passa a ser uma atitude estética. Alguns artistas e coletivos de criação, como o Poro por exemplo, poderiam acrescentar: uma dimensão política também (mas no sentido de uma micropolítica).