Arquivo da categoria: Arte e Cultura

Cozinhar é um ato revolucionário

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Cartaz produzido pelo Poro

 

O Poro – uma dupla de artistas formada por Brígida Campbell e Marcelo Terça-Nada – vem produzindo, além das intervenções urbanas e outras ações efêmeras, cartazes como este para distribuição gratuita.

O tema cozinhar é um ato revolucionário é um dos temas mais belos – não só pelo cartaz, mas também pelo ato em si. Você se cuida, valoriza cada momento, desenvolve estratégias vitalizantes, torna-se mais solidário. E não se esqueça de lavar as louças e deixar a pia limpa – senão, não é nada revolucionário.

Aprendi a cozinhar por volta dos 18 anos de idade, quando aderi à alimentação natural e macrobiótica. No começo, na minha casa, um rapaz disputar o fogão era quase um absurdo. Depois foi se tornando corriqueiro, até aceitável.

No meio do caminho, perdi esse vínculo com o ato de cozinhar. Em parte isso se deu porque adotei a alimentação crudívera. Que tem dicas muitos interessantes – principalmente sobre os brotos. Mas não é suficiente, pois o nosso cérebro  se desenvolveu quando passamos a utilizar os alimentos cozidos. A energia gasta na digestão dos alimentos crus foi utilizada para outros fins. Também está relacionado ao convívio – ao ato de cozinhar e comer juntos, segundo alguns estudos antropológicos.

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Produzir o que escapa: entrevista a Ana Lydia Santiago

 

 

Entrevista concedida a Ana Lydia Santiago, para o Site do IX Congresso da Associação Mundial de Psicanálise. Tema: Um real para o século XXI.

Performance, real, morte, infância, século XXI.

Referências:

Site do I Confresso da Associação Mundial de Psicanálise: Um real para o século XXI.

Livro do Poro em pdf

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O livro Intervalo, respiro, pequenos deslocamentos – ações poéticas do Poro, encontra-se disponível para download em pdf. É um material muito interessante sobre” intervenção urbana, espaço público, ações poéticas/políticas, apropriação midiática, cidade, poesia de rua e afins…”

Entre os textos de vários autores, encontra-se um artigo que escrevi juntamente com Daniel Toledo, ator e jornalista, cujo mestrado versa sobre arte pública.

Além dos textos, você encontra belas imagens, que nos remontam às ações e intervenções do Poro nas cidades.

Para baixar, basta clicar no link:  www.poro.redezero.org/publicacoes/ebook.

 

Essa história de Natal

 

 

 

Tinha algo em torno de 05 anos de idade, quando se formou em mim um estranho e ambíguo sentimento de Natal. Ocorreu, assim tão cedo, a percepção de que algumas pessoas poderiam não ter um Natal como eu conhecia.  Morávamos na rua Grão Pará, em Teófilo Otoni, na segunda metade da década de 1950. A rua dava para a chamada Estrada do Boi, que levava a Nanuque e ao sul da Bahia. Foi ali, no entardecer, que eu vi um homem e uma criança quase da minha idade, ambos carregando um feixe de lenha nas costas. Perguntei alguma coisa para o meu pai, como se precisasse de uma explicação. Lembro-me do seu semblante quando ele me disse mais ou menos assim: aquele homem coloca o filho para trabalhar. Não me lembro de meu pai ter feito referência ao Natal, mas essa imagem ficou colada em outra imagem, dessa vez sonora: a voz do rádio, que cantava a música natalina do grande Assis Valente: “Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel…”

Foi o meu primeiro choque de pobreza. Já fazia parte do meu mundo os paus-de-arara descendo de caminhão aquela Estrada do Boi, fugindo da seca. Mas isso era um cenário fabuloso, que se dissipava ao longe como um caminhão-fantasma sumindo no meio da poeira. Pois eu vivia descalço, como todos os outros meninos, brincando sob o sol tórrido do nordeste mineiro. Então, eu era como os outros. Ou todos eram como eu, não poderia imaginar outra coisa. Porém, ver um menino quase do meu tamanho, carregar um feixe de lenha, sob o comentário de meu pai, foi um golpe duro.  Continue lendo Essa história de Natal

Marcar e ser marcado: juventude e pixação

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“O Conselho Regional de Psicologia – Minas Gerais convida para o seminário “Juventude e Pixação – Marcar/Ser marcado” a se realizar no dia 4 de julho de 2013, às 14h, no auditório da FEAD (Rua Santa Rita Durão, 1160 – 6º andar, Funcionários), em Belo Horizonte.

Coordenado por Cristiane Barreto, Luiz Carlos Garrocho e Paulo Rocha, o evento contará também com as participações da psicóloga e diretora de projetos e pesquisa, Joana Ladeira; da psicóloga e especialista em gestão social, Flávia Soares; do psicólogo e especialista em gestão, elaboração e avaliação de projetos sociais em áreas urbanas, Guilherme Dell Debbio; do psiquiatra e psicanalista, Musso Greco; e da psicanalista e professora, Ludmila Zaggo. As mesas terão como debatedores o psicanalista Sérgio Mattos e o professor de artes e filosofia Rogério Betonni.

As inscrições são gratuitas. Basta encaminhar um email para [email protected]colocando no assunto o nome do evento e informando seu nome completo, telefone e instituição que atua.  As vagas são limitadas.”

Mais informações pelo telefone (31) 2138-6769.

Outras referências –

Agenda Juventude e Pixação

Pixo: política pública ou criminalização?

Manifesto Liberdade aos Piores de Belô. Conjunto Vazio