2 comments on “Micropolíticas. Por Eduardo Pavlovsky

  1. olá, garrocho!
    ótima postagem, estou instigado em conhecer melhor pavlovsky!
    a passagem de deleuze me parece preciosa: “Perdemos el mundo y nos ha sido tomado.” na política, as práticas se resumem a conservar o poder, a estabelecer uma imagem fixa e inabalável -- custe o que custar. na grande mídia, não há discussões políticas, mas acirradas defesas de interesse submetidas a partidarismos a comprometimentos ideológicos (“rabos presos”); na escola, o domínio do pensamento científico -- a eterna prisão do sujeito pelo objeto; nos consultórios médicos e nos hospitais -- doses cegas para apaziguar a dor e o sintoma _ e o sujeito permanece alienado de si mesmo, não consegue ver-se, ir na raiz do que motiva a dor; na rua, a polícia -- discriminatória, fascista, intolerante… e por aí vamos…

    de fato precisamos mesmo reinventar nossas práticas, criar nossas micropolíticas para que possamos aproximar mais de nós mesmos e das diferenças, portanto. penso nas práticas que nos aproximem de nós mesmos para que assim possamos realmente ver nossa realidade (e não ter pensamento de ver, como dizia merleau-ponty), ver a realidade do outro, do mundo -- do que é necessário fazer. onde se encontra o sentido da existência?

    forte abraço,

  2. Ei, Davi

    Tenho acompanhado vez por outra suas práticas “teatrais liminares”, para pensar com Ileana Diéguez, que vem investigando esses campos. Aliás, é disso mesmo que se trata: a importância de uma produção latino-americana que poderia ser mais frequentada por nós.

    Vi, entre outras, uma postagem no VagoColetivo, de que gostei muito: sobre aquela uma troca de experiências com Kênia Dias e Grupo, em que vocês criavam com sombras e linhas na cidade. Muito legal.

    Sim, concordo com você: precisamos criar nossas micropolíticas. E ao contrário do que muitos pensam, não são “pequenas políticas”, ou “políticas do âmbito do sentimento, do pessoal ou do privado”. E nem mesmo se referem a ideologias. Estão no campo da singularização e dos processos de subjetivação. Não são coisas “menores”, apesar de minoritárias.

    Seguimos.

    Um grande abraço

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>